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Assembléia discute formação de cooperativa de jornalistas em SC

Os jornalistas de Santa Catarina reúnem-se hoje, 28/09, para debater a formação de uma cooperativa da categoria no Estado. Segundo o presidente Rubens Lunge, a assembléia irá proporcionar um espaço de discussão sobre o assunto e a eleição dos responsáveis pela implantação desse segmento.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
Eleição de jornalistas para coordenar a implantação de cooperativa

O Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina convoca todos os jornalistas profissionais de Santa Catarina para debater e deliberar, nomear e dar poderes à comissão por ela instruída com vistas a estudos para a implantação de cooperativa de jornalistas no âmbito estadual. A referida ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA ocorre segunda-feira, 28 de setembro de 2009, com primeira chamada às 20h e segunda e última chamada às 20h30min, realizando-se no Auditório da FECESC, Avenida Mauro Ramos, 1624, Centro, Florianópolis, SC.
Rubens Lunge – Presidente

A proposta de Cooperativa de Jornalistas

A idéia que será discutida na Assembléia Geral desta segunda-feira surgiu do desejo de alguns jornalistas que hoje amargam a terrível situação do desemprego num Estado em que uma única empresa domina a maioria dos postos de trabalho. Por conta disso, sair do desemprego é sempre mais difícil, ainda mais se o profissional já tiver passado pela empresa monopólica.

Assim, em vários encontros no Sindicato dos Jornalistas, estes profissionais manifestaram o desejo de compor uma cooperativa de trabalho e vieram solicitar o apoio da entidade. Para os jornalistas que hoje compõem a direção do sindicato fica bastante claro que esta é uma idéia que deve ser tocada pelos próprios profissionais, mas que a entidade não pode se furtar a dar seu apoio.

Nesse sentido, a direção pretende levar ao conhecimento da categoria esta proposta e oferecer as condições para que o grupo se reúna e discuta a formação de uma cooperativa. Por outro lado, a direção entende que a idéia de juntar vários profissionais numa proposta cooperativada não pode se restringir a apontar soluções para a mera reprodução das relações de trabalho que já existem no setor. Uma idéia como esta tem de avançar para novas práticas que ultrapassem a lógica da pejotização que hoje abundam no mundo do jornalismo.

Uma cooperativa é por si só uma idéia gigantesca. Ela pressupõe partilha, solidariedade, novas relações de poder. Este deve ser o sul para onde a proposta principie a apontar. E, mais do que ser o instrumento de legalização de um fazer compartilhado, a cooperativa precisa buscar oferecer à comunidade catarinense também um veículo de comunicação que expresse essa outra forma de criar e fazer jornalismo.

Portanto aí está para apreciação da categoria uma idéia de cooperativa autônoma e independente. Esperamos poder contar com a presença maciça dos jornalistas para discutir, debater e, quem sabe, propiciar o nascimento de uma proposta nova, libertária e democrática.

Assembléia Geral – Hoje, dia 28 de setembro.

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