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Com o pior piso do país, jornalistas do Rio Grande do Norte fazem dia de luto

 

JORNALISTAS DE LUTO 1 EDIT

 

No dia 10 de dezembro, os jornalistas potiguares surpreenderam a população ao aparecerem de preto frente às câmeras. O “Dia do Luto” foi um protesto convocado pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte (Sindjorn), pelo fato de ser o estado com o pior piso salarial da categoria no país. A entidade ingressou com dissídio coletivo na Justiça do Trabalho.

“Fizemos um dia de luto em revolta para marcar a paralisação. A insatisfação é geral. Vamos fazer manifestações-surpresa para incomodar os patrões”, disse o presidente do Sindjorn, Breno Perruci. “Se eles nos receberem com retaliação e não atenderem às nossas reivindicações, podemos fazer greve”, completou.

Profissionais de todos os veículos de comunicação apoiaram a causa. Na InterTV Cabugi, afiliada da Globo, os apresentadores Matheus Magalhães e Lidia Pace ancoraram o RN TV vestindo preto, e os produtores e editores trabalharam com roupas escuras. O protesto também atingiu a TV Ponta Negra (SBT), TV Tropical (Record) e Band Natal, além dos jornais, portais e rádios do Estado.

Para protestar contra o pior piso salarial dos jornalistas no país (R$ 1.225,80), o Sindjorn decidiu ampliar a mobilização e denúncia à sociedade. A categoria reivindica que o piso seja ampliado para três salários mínimos (R$ 2.172). As cláusulas sociais também foram ampliadas com reivindicações de auxílio-alimentação, auxílio-creche, vale-cultura (de R$ 50 e subsidiado pelo governo federal), plano de cargos, carreira e salários e ampliação da licença maternidade de 4 para 6 meses.

O Sindicato patronal, no entanto, contrapropôs apenas um reajuste salarial de 6%, índice inferior à inflação acumulada de outubro de 2013 a setembro de 2014 (6,59%), o que representa mais perda salarial. “Pois bem, em assembleia, a categoria decidiu por unanimidade dos presentes, não aceitar esta esmola que nos foi proposta. E na assembleia nós também decidimos por unanimidade, entrar a partir de agora, em Estado de Paralisação”, afirma Perruci em nota.

Segundo o Sindjorn, cerca de 1.200 jornalistas trabalham no estado. A data-base da categoria é em setembro. Porém, como os patrões recusam-se a negociar, no dia 11 de dezembro o Sindicato dos Jornalistas encaminhou o dissídio coletivo para o Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte (TRT 21ª Região).

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