sexta-feira, dezembro 9, 2022
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SJSC se manifesta contra banco de horas no Correio Lageano

A imposição de banco de horas aos jornalistas no jornal Correio Lageano (CL), em Lages, levou diretores do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina a se manifestarem em frente ao Jornal, no último dia 12 de setembro, segunda-feira. Portando faixa, usando megafone e distribuindo panfletos a quem passava pelo local, os diretores alertaram os colegas que entravam para trabalhar e a população sobre o modo que o jornal, já com 70 anos de história na cidade, está pagando as horas-extras trabalhadas aos jornalistas.
Desde 2009, o SJSC denuncia irregularidades praticadas pela empresa, como pagamento irregular dos salários e de direitos dos jornalistas. Lá, os colegas iniciam o mês devendo entre 24 e 28 horas, cumprem uma jornada de 6 horas por dia, de segunda a sábado e têm suas horas-extras pagas anualmente por meio de folgas. Na última semana, o SJSC foi informado de que representantes do CL recolheram a assinatura de colegas da redação em papel em branco que seria anexado a um documento de concordância ao sistema de compensação de horas. Conforme o CL, o acordo já estava em negociação com o SJSC: o que não é verdade.
“Agora, as condições deles é de que a partir do dia 5 de setembro, não existe mais horas extras no calendário oficial e que as horas excedidas serão pagas de seis em seis meses” denuncia uma profissional que não quer se identificar. Segundo ela, a direção da empresa alega que o pagamento da hora extra tem que ser bom para os dois lados.

Após a manifestação, a convite dos representantes da empresa, que diziam não ser necessária uma manifestação como aquela, os diretores do Sindicato Claúdio Silva da Silva, Fabíola de Souza, Iran Moraes, o presidente Rubens Lunge e o ex-diretor Luís Prates, foram à redação e alertaram os colegas sobre o significado do banco na vida do trabalhador. “A folga não paga a comida dos nossos filhos, a escola e o transporte”, disse o presidente do SJSC. A hora trabalhada é o que nós trabalhadores temos a vender para poder ganhar, completou.

Empresa deve 400 horas aos trabalhadores
Banco de Horas Corrieo Lageano_ julho/agosto 2011

De acordo com o papel exposto no mural da redação, já era contabilizado um débito de 400 horas da empresa a jornalistas, entre os meses de julho e agosto.
Para a tesoureira do SJSC, Fabíola de Souza, o jornal precisa ter mais respeito com a categoria e se existe a convenção coletiva, ela deve ser cumprida.

Multifunção também é denunciada
Outra irregularidade denunciada pelos colegas é a multifunção. Os colegas, quando vão cobrir pautas também dirigem. E os responsáveis pelo abastecimento do portal de notícias na internet, são responsabilizados até pelo marketting da empresa sem ganhar um centavo a mais.
O Sindicato está de olho nessa exploração e já remeteu o caso à sua assessoria jurídica.

Fotos de Luís Prates

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