quarta-feira, dezembro 7, 2022
InícioNOTÍCIASViolência: 32 trabalhadores em comunicação foram mortos na América Latina em 2012

Violência: 32 trabalhadores em comunicação foram mortos na América Latina em 2012

Mesmo sem uma guerra formal aberta na América Latina e no Caribe, nos sete primeiros meses de 2012 a Comissão de Investigação de Atentandos a Periodistas (CIAP), da Federación Latinoamericana de Periodistas (Felap), registrou 32 mortes violentas de jornalistas na região.

O México é o país que lidera a lista macabra, com 12 assassinatos. Segundo a Federação de Associações de Periodistas Mexicanos (Fapermex), de 2000 a 2012 foram mortos 108 jornalistas no país e outros 14 continuam desaparecidos.

Em segundo lugar na região aparece o Brasil, com sete casos registrados, um aumento significativo em relação a 2011, quando foram mortos três jornalistas. A CIAP também acusou oito casos de agressão a jornalistas no Brasil, seis casos de censura judicial, seis atentados e seis ameças de morte.

Em Honduras morreram seis profissionais da imprensa nos primeiros sete meses do ano. Desde o golpe de Estado, em junho de 2009 a março de 2012, foram assassinados 20 comunicadores no país, e nenhum desses casos foi esclarecido ainda pela polícia hondurenha. Em 23 meses do governo de Porfírio Lobo ocorreram 12,8 mil mortes violentas no país.

Bolívia e Colômbia registraram dois jornalistas assassinados em 2012; Argentina, Equador e Haiti têm na conta um jornalista morto no país no período.

Os profissionais de comunicação brasileiros assassinados são: Valério Luiz de Oliveira, 49 anos, locutor da Rádio Jornal, de Goiás, morto a tiros disparados por motociclista que o esperou na saída da emissora no dia 5 de julho; Décio Sá, 42 anos, repórter do diário O Estado do Maranhão e blogueiro que reportava casos da política, corrupção e crime organizado, morto em 23 de abril; Divino Aparecido Carvalho, 45 anos, repórter e diretor artístico da Rádio Cultura AM, de Foz do Iguaçu, Paraná morto em 26 de março; Onei de Moura, 42 anos, assassinado em 24 de março, em Santa Helena, a 100 Km de Foz do Iguaçu. Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, 51 anos, editor do Jornal da Praça e redator do site “Mercosul News” morto em 12 de fevereiro, em Ponta Porã, perto da fronteira com o Paraguai; Mário Randolfo Marques Lopes, 50 anos, redator do site “Vassouras da Net”, em Barra do Piraí, Rio de Janeiro, morto em 9 de fevereiro e Laércio de Souza, 40 anos, da Rádio Sucesso, Bahia, morto em 3 de janeiro.

A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) pleiteia junto à ONU uma série de medidas de proteção aos Jornalistas e que efetivamente assegurem o exercício da liberdade de imprensa. Também neste sentido, a Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC) desenvolve uma campanha de denúncia de agressões e conscientização, sobb o lema “Para que chegue a mensagem é preciso proteger o mensageiro”.

No Brasil, entre as medidas defendidas pela FENAJ para proteger os jornalistas e combater a impunidade estão a aprovação do Projeto de Lei 1078/11, que federaliza a investigação de crimes contra jornalistas, a criação de um Observatório da Violência e reforço ao trabalho da Comissão da Verdade.

Com informações da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Most Popular

Recent Comments

Daniel A. Santos on Legislação dos jornalistas
Antônio Carlos Costa on As multidões e os protestos
FERNANDO MARGHETTI NUNES on Dez desejos para o jornalismo em 2016
leonelcamasao on Legislação dos jornalistas
Maria Tercilia Bastos on Nota de pesar
valmor on Convênios
Vilma Gomes Pinho on Convênios