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Sindicato repudia agressão à radialista em Garopaba

A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina vem a público manifestar seu repúdio à agressão covarde sofrida pelo radialista André Luiz de Oliveira, da Rádio Frequência, de Garopaba, balneário no Sul do estado, localizado a 90 km de Florianópolis. Oliveira, de 51 anos, foi atacado pelo gerente e por funcionários de um restaurante do município, quando tentava fotografar, por volta de 1h da madrugada, a ação de um caminhão limpa fossa no local. Os agressores desferiram socos e ponta-pés contra o radialista, que, caído no chão, teve a câmera fotográfica e o celular destruídos.
Com 27 anos de profissão, André Luiz de Oliveira, popular locutor de Garopaba, apresenta o noticioso “Primeira Página”, que entra ao vivo das 8h às 10h, de segunda à sexta-feira. Aos sábados, ele comanda o programa “Microfone Aberto”, das 10h às 12h.
Segundo a coordenadora da Rádio Frequência, Thayse Vasconcelos, a emissora já havia recebido queixas de donos de bares vizinhos ao restaurante Gelomel, que consideram o horário impróprio – muito cedo para esta época do ano – para fazer a limpeza das fossas. “Na madrugada desta terça-feira, o André Luiz foi conferir a reclamação de que o mal cheiro estava afugentando os clientes dos estabelecimentos da redondeza e resolveu fazer também o registro fotográfico da ação, a fim de que pudéssemos nos respaldar e colocar a matéria no ar”, relata Thayse. “Assim que viu André, que estava no local com o carro da rádio, o agressor partiu para cima dele, sem dar chance de defesa”.
O radialista foi levado ao pronto-socorro, onde recebeu dez pontos no rosto. Ele corre o risco de perder parcialmente a visão do olho direito.
A coordenadora da rádio informou ao SJSC que o departamento jurídico da empresa está trabalhando no caso. Segundo ela, os profissionais da emissora e seus familiares estão assustados com o clima de violência que se instalou na região.
O SJSC lamenta o ocorrido e se solidariza com a vítima. A entidade roga às autoridades e à comunidade catarinense que impeçam atentados à liberdade de imprensa e aos profissionais dos meios de comunicação e exige o exame cuidadoso do caso e a punição dos agressores.
Ao exercer sua profissão, os profissionais de comunicação apenas cumprem o dever de apurar e comunicar os fatos de interesse social. Não podem, por isso, ter seu trabalho cerceado e sua vida ameaçada. Não podem tampouco sofrer censura, intimidação, abuso ou qualquer forma de humilhação, sob pena de colocarmos em risco as conquistas democráticas duramente conquistadas.
Desta forma, o SJSC, indignado por este ato brutal, reafirma sua luta pela liberdade de imprensa e pela garantia dos direitos humanos, dentre estes o direito à informação de qualidade.
 
Florianópolis, 7 de fevereiro de 2012

A Diretoria
Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina

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