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Inaugurada primeira loja brasileira de livros, revistas e jornais eletrônicos

Inaugurada ontem (6) a primeira loja online brasileira que vende livros, revistas e jornais digitais para iPad e outros dispositivos. Chamado iba, que em idioma tupi-guarani significa fruto, o serviço virtual oferece 6 mil livros eletrônicos de 170 editoras, 17 jornais e 25 revistas digitais. O iba é uma empresa da Abril Mídia, da qual faz parte a Editora Abril, que publica INFO.

Embora já funcione de forma experimental desde o final de 2010, o iba entrou oficialmente no ar nesta terça-feira, dia 6, com promoções aos usuários, como o download gratuito de uma série de revistas, jornais e livros eletrônicos.

Comércio eletrônico
A loja iba conta com o maior acervo de publicações digitais do Brasil. Entre as 170 editoras presentes no serviço estão Record, Sextante, Rocco e Companhia das Letras. O iba reúne ainda 17 dos mais importantes jornais brasileiros, entre eles Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Correio Brasiliense, A Tarte, Zero Hora, Estado de Minas, Valor Econômico e Lance. Contará também com 25 revistas digitais da Editora Abril.

De acordo com Ricardo Garrido, diretor de operações da loja online, o iba é uma banca virtual simples de acessar e de usar, que permitirá aos usuários de tablets e PCs baixar e ler suas publicações favoritas no formato digital. No iba é possível tanto comprar uma edição avulsa quanto assinar um título. O pagamento se dá por meios convencionais para compras na web, como o uso de cartões de crédito.

Para ler as publicações baixadas, os usuários devem instalar um aplicativo em seu iPad ou PC. A leitura pode ser iniciada em um dispositivo e terminada em outro. Segundo Garrido, até o mês de abril uma versão do app para tablets com Android estará disponível.

O iba é uma alternativa à venda tradicional de publicações digitais por meio do iTunes e da App Store. Desde a estreia do iPad, em 2010, muitas editoras viram no tablet da Apple uma oportunidade de distribuir seus conteúdos na plataforma digital, porém com altos custos. A Apple impõe às editoras o pagamento de 30% do valor de cada venda. As editoras bancam ainda os custos de hosting e de download dos arquivos.

A Apple não compartilha informações sobre seus usuários, o que impede as produtoras de conteúdo de oferecer promoções e novas ofertas baseadas nos hábitos de consumo de seus leitores digitais. Para contornar as restrições da Apple, livrarias como a Amazon criaram seu próprio aplicativo para iPad (o Kindle for iPad), mesmo método adotado pelo periódico inglês Financial Times, que desenvolveu sua própria loja virtual.

Já existem outros bem-sucedidos negócios de venda de publicações eletrônicas no Brasil, como a Gato Sabido (mais de 7 mil títulos) e a Saraiva (6 mil). Mas a oferta é restrita a livros. O iba é pioneiro ao negociar revistas e jornais e lidar com toda a cadeia comercial.

A proposta do iba busca equilibrar os interesses dos consumidores e das editoras. Quem publica livros, revistas ou jornais pode oferecê-los por seus próprios canais de vendas e também pelo iba. O portal publica conteúdos em múltiplos formatos, como PDF, ePUB, DigitalPages e WoodWing.

Para as vendas realizadas pelo iPad, o aplicativo abre um link no navegador Safari para o pagamento, sem passar pelo sistema de cobrança da Apple.

Na estreia, o iba oferece um pacote de benefícios gratuitos aos atuais e novos usuários. Quem já tem cadastro na loja poderá baixar até o dia 16 de abril até cinco revistas e ler uma edição de jornal por dia gratuitamente. “Também oferecemos uma coleção de literatura brasileira, com obras resenhadas pela revista Bravo, que poderá ser baixada sem custo na loja virtual”, diz Garrido. Ao todo, o usuário poderá fazer o download de 10 livros sem pagar nada por eles.

Segundo Ricardo Garrido, o iba será uma loja de distribuição de conteúdo digital para múltiplas plataformas. Por isso, além do app para PCs com Windows e iPad e da versão para Android, que estreará em abril, uma versão do aplicativo para computadores com Mac OS e um webapp em HTML 5 (para leitura em qualquer navegador) serão desenvolvidos ao longo dos próximos meses.

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