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Fotógrafo flagrou PM minutos antes de ser agredido.

Quem reprime os jornalistas agride a liberdade de imprensa

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina manifesta seu protesto e repúdio à violência policial registrada no sábado, 6 de maio, contra manifestantes que participavam da Marcha da Maconha, no Centro de Florianópolis. Num flagrante abuso de poder e cerceamento à liberdade de imprensa, a ação truculenta da PM vitimou também o jornalista Nícolas David, a estudante de Jornalismo e produtora Bianca Taranti e o repórter fotográfico Ramiro Furquim, que cobriam a marcha para o site Estopim.

Realizada há vários anos em várias cidades brasileiras, a marcha tem como principal bandeira a legalização da maconha. Nas 9 edições anteriores, a manifestação sempre ocorreu sem nenhum registro de violência. A edição de 2017, no entanto, ficou marcada pela repressão policial.

Vídeo: veja a ação truculenta da PM

Cerca de mil pessoas caminhavam pela Rua Felipe Schmidt, quando uma barreira policial interrompeu o ato nas proximidades da esquina com a Rua Pedro Ivo. Imagens postadas no Facebook atestam que, quando um dos integrantes do movimento tentou dialogar com o comando da operação policial, foi empurrado. Em seguida, recusando-se em negociar, policiais desferiram chutes, disparos de spray de pimenta e de balas de borracha contra os manifestantes.

Quando registrava a violência policial, a equipe do site Estopim foi agredida. Além de serem atingidos por spray de pimenta, Nícolas, Bianca e Ramiro foram atingidos com tapas na cabeça. O principal agressor foi o policial identificado como Cabo Cesar, que, não satisfeito com a barbárie produzida anteriormente, desferiu um chute no órgão genital do repórter fotográfico.

Estas não são atitudes dignas de agentes que deveriam ser responsáveis pela segurança pública. O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina cobrará providências da Corregedoria e do Comando da PMSC para a apuração de responsabilidades e punição dos responsáveis por mais este episódio de cerceamento às liberdades de expressão e de imprensa.

O SJS C também se somará a outras entidades e movimentos de defesa dos direitos humanos na promoção de uma profunda reflexão sobre a violência contra manifestações públicas, que agride dispositivos constitucionais e a democracia brasileira.

Florianópolis, 9 de maio de 2017

Diretoria do SJSC

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