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Em discurso de 1º de Maio, Temer ignora greve geral e elogia reforma que retira direitos

São Paulo – Em pronunciamento pelo 1º de maio, Dia do Trabalhador, o presidente Michel Temer divulgou um breve discurso pela rede social Twitter em que repetiu várias das afirmações já repudiadas pelos trabalhadores acerca de sua reforma trabalhista que atualmente tramita no Congresso Nacional. No pronunciamento, o presidente ilegítimo disse que a criação de empregos “ocorrerá de forma muito mais rápida”, destacou como positivo que “empresários e trabalhadores poderão negociar acordos coletivos de maneira livre e soberana” e que “a nova lei garante os direitos não só para os empregos diretos, mas também para os temporários e terceirizados. Todos com carteira assinada”, entre outras – as centrais sindicais ressaltam que não há qualquer garantia legal para que isso ocorra, depois que o próprio Temer sancionou a terceirização irrestrita da mão de obra pelas empresas.

O presidente disse ainda que, após aprovadas, a reforma deve promover “mais harmonia” nas relações de trabalho, o que deverá resultar em menos ações trabalhistas na Justiça. Ao lado das centrais sindicais, representantes da Justiça do Trabalho alertam que as alterações na CLT visam justamente anular os fundamentos legais que atualmente protegem os trabalhadores contra maus empregadores.

Ao fim de seu pronunciamento, Temer faz outra afirmação que ignora sinais de recessão da economia e a greve geral de sexta-feira (28), que mobilizou mais de 35 milhões de brasileiros em todo o país: “Os resultados já começam a aparecer”.

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