InícioNOTÍCIASSindejor pede que jornalistas reflitam sobre reivindicações apresentadas

Sindejor pede que jornalistas reflitam sobre reivindicações apresentadas

Em negociação realizada na quarta-feira (29), os prepostos dos patrões apresentaram como contraproposta o aumento de 0% (zero por cento) para os jornalistas de Santa Catarina. Admitiram apenas o reajuste linear do piso e salários em 7,16%, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos últimos doze meses. Além de não se posicionarem sobre os demais itens da pauta da categoria, pediram aos jornalistas que “reflitam” sobre as reivindicações apresentadas. O encontro do Sindicato dos Jornalistas com o Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas (Sindejor/SC) aconteceu um mês após a primeira rodada de negociações, realizada na SRTE/SC. Nova rodada de negociações ficou agendada para a próxima terça-feira (4/6).

A pauta da Campanha de Negociação Coletiva 2013 foi aprovada pela categoria após 7 assembleias regionais dos jornalistas. Entre as 66 cláusulas que compõem o rol, constam a reivindicação de piso salarial de R$ 2.034,00 (equivalente a 3 pisos salariais nacionais), reajuste salarial com base no INPC dos últimos 12 meses e produtividade de 7%.

No início da reunião – onde mais uma vez o Sindicato das Empresas de Rádio e TV, embora convocado, não compareceu – os representantes do Sindejor reafirmaram a disposição de diálogo e de busca de um acordo. Mas com o desenrolar da negociação, o piso e índice de produtividade reivindicados pela categoria foram os alvos principais de debate. O assessor jurídico da RBS e diretor do Sindejor, Ary dos Santos, foi enfático: “É impossível negociar com essa proposta irreal. Não vamos perder tempo. Não lhes daremos ganho real”. A proposta patronal foi de um piso de apenas R$ 1.714,16.

Osmar Schlindwein, por sua vez, além de reforçar a posição de seu colega do Sindejor, reafirmou o pedido feito já no início da reunião, para os jornalistas refletirem sobre as reivindicações apresentadas. “Vamos partir para a reflexão, para que a gente não perca tempo. Para nós este valor não tem negociação”.

A diretoria do Sindicato, todavia, não abriu mão. O presidente da entidade, Valmor Fritsche, apresentou dados de uma pesquisa do Dieese indicando que a média salarial dos jornalistas é a 24ª colocada numa relação de 27 profissões de nível superior em Santa Catarina. Valmor argumentou, também, que é preciso maior valorização dos jornalistas e ampliação do valor do piso que ainda é baixo. “Se queremos de fato o diálogo e um acordo, a reflexão tem que ser dos dois lados, porque nós também não aceitamos a proposta de vocês”, rebateu.

Compuseram a mesa como representantes dos trabalhadores os jornalistas Linete Martins, Aderbal da Rosa Filho, Fabrício Porto, Leonel Camasão e Valmor Fritsche, os advogados Natália Calliari, Roberto Schmidt e o economista José Álvaro Cardoso, supervisor do Dieese em SC. Representando o sindicato patronal, compareceram Ary dos Santos, Osmar Schlindwein e Aglaê de Oliveira.

A nova rodada de negociações, no dia 4 de junho, será às 10 horas, na sede do SJSC. Linete Martins, diretora do SJSC, convoca os colegas a acompanharem mais atentamente as negociações rumo a melhores conquistas “Vamos precisar da participação de todos para buscarmos uma negociação melhor neste ano. Jornalista Vale mais, sim, e precisamos fazer com que os patrões entendam isso”, diz.

Kalyne Carvalho
Jornalista Profissional – 0004107SC
Assessora de Imprensa – Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina
(48) 3228-2500

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