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Quem são os candidatos a presidente do SJSC pelas chapas concorrentes e suas propostas?

Nesta quinta e sexta-feira, 25 e 26 de agosto, o voto de 556 sócios, dentre os 590 aptos a votar, do Sindicato dos Jornalistas vai definir o rumo das lutas que a entidade vai tomar nos próximos três anos. Trinta e quatro sócios deixaram de confirmar, até dia 22 de agosto, dados como data de nascimento, CPF e e-mail necessários para acessar a urna virtual. Dia 22 de agosto foi definido pela Comissão Eleitoral a data limite para a atualização dos dados.
Abaixo, publicamos entrevista feita por e-mail com os candidatos a presidente da entidade pelas duas chapas concorrentes: Rubens Lunge, pela chapa 1 – Sindicato Mais Forte é Sindicato Presente! e Valmor Fritsche, pela chapa 2- Vamos Juntos!.
Foram enviadas aos dois candidatos, sete perguntas comuns com limites de toques para as respostas, além do pedido de apresentação de cada um. As apresentações, perguntas e respostas estão dispostas em seqüência.
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Quem são os candidatos

Rubens Lunge – Chapa 1
Rubens Lunge - chapa 1
Rubens Lunge, 51anos, tem família em Concórdia, oeste do estado. É filiado ao SJSC desde o final dos anos de 1990. É formado pela Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS em 1984. Especialista em comunicação pela Universidade Metodista, de São Paulo, realizou diversos cursos na área, como o de telerreportagem política (PUCRS/Instituto Goethe). Iniciou a profissão como assessor de imprensa na BCM engenharia, em Porto Alegre. Depois, passou pela redação do Diário Catarinese – Florianópolis, e pelas redações de O Jornal – Concórdia, Jornal da Cidade – Concórdia, foi jornalista no impresso mensal de ex-cenecistas, em Ipumirim e Lindóia do Sul, e depois, passou pela redação do Diário da Manhã, de Chapecó. Atuou em diversas assessorias de organizações, como a Associação Catarinense de Criadores de Suínos, sindicato de bancários de Chapecó, São Miguel do Oeste, Joaçaba e Concórdia e na Prefeitura de Concórdia. Foi professor nos cursos de jornalismo da UnC-Concórdia e Unoesc-Chapecó.
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Valmor Fritsche – Chapa 2
Valmor Fritsche - chapa 2
Valmor Fritsche, 46 anos, é natural de Rio do Sul, no Vale do Itajaí, e jornalista por formação pela UFSC, em 1986, e filiou-se ao SJSC em 1988. Trabalhou no Diário Catarinense como repórter e editor de economia, também na sucursal de Florianópolis do Jornal de Santa Catarina, em A Notícia e no extinto jornal O Estado. Foi professor de jornalismo na UFSC e na Estácio de Sá.
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Perguntas e respostas

-1- Como se construiu sua candidatura a presidente do SJSC?

-Rubens Lunge – Minha candidatura nasceu dos debates durante este mandato, com lideranças de jornalistas nas regiões do Estado, uma vez que obtivemos importantes vitórias para a categoria nos últimos anos, como o reajuste do piso com ganho real de 7,5% e a implementação de lei que exige a formação superior para as funções de jornalista no serviço público estadual. Também importa lembrar que um acidente automobilístico, quando estava em atividade sindical, afastou-me por mais de dois anos no primeiro mandato. A candidatura também é resultado da prática sindical e da participação efetiva, enquanto integrante da categoria, na busca de melhores condições de trabalho para todos, e na defesa de nossas bandeiras, como a exigência de formação superior – a exemplo do que fizemos em 2009, em frente ao Tribunal Regional Federal, quando do julgamento do diploma pelo STF.

Valmor Fritsche – Foi construída coletivamente, não apenas como um nome, mas como representação de um projeto democrático, que significa pluralidade, renovação e a disposição de fazer um trabalho de base cada vez mais próximo da categoria, das suas questões do dia-a-dia. E isto sem esquecer das grandes lutas gerais da classe trabalhadora e dos jornalistas brasileiros pela recuperação da dignidade da profissão.

2-Que papel deve cumprir o Sindicato dos Jornalistas diante das atuais relações de trabalho?

Rubens Lunge – O Sindicato é a voz dos jornalistas na defesa de seus direitos coletivos e individuais. O Sindicato tem por obrigação defender os jornalistas diante da tentativa de exploração e da sonegação de seus direitos. É papel do Sindicato buscar o cumprimento da lei quanto à jornada, assim como lutar sempre por melhores salários e condições de trabalho.

Valmor Fritsche – As atuais relações de trabalho estão em permanente transformação e exigem da direção do Sindicato visão. Olhar para o passado para compreender o presente e atuar para defender o futuro da profissão, sabedores que as transformações tecnológicas fazem surgir profissionais de novo perfil, novos formatos do fazer jornalismo que precisam ser compreendidos e constituídas formas de atuação. A precarização, pejotização, terceirização e todas as mazelas da profissão precisam ser combatidas e nosso compromisso é atuar junto com a categoria de acordo com as necessidades de cada segmento. No geral, acreditamos que a luta pela democratização da comunicação pode garantir, no futuro, o surgimento de mais veículos de comunicação e mais espaços de atuação profissional, gerando impactos positivos para a categoria.
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3- Quais serão as primeiras ações se a chapa ganhar a eleição?

Rubens Lunge – Implementar a convenção coletiva para os assessores de imprensa, convocando o Sindicato Nacional das Assessorias de Comunicação a comparecer ao Ministério do Trabalho e Emprego e iniciar os preparativos para a campanha salarial dos jornalistas que trabalham em jornais e revistas e rádio, TV e web.

Valmor Fritsche – A primeira ação será colocar a casa em ordem e dialogar com a sociedade catarinense. Organizar a vida do Sindicato para manter uma relação direta, transparente, ágil e simples com a categoria. Fazer uma campanha de revitalização da entidade que inclui dois movimentos:a organização e o diálogo. Campanha de sindicalização, relação com estudantes de jornalismo, diálogo com as empresas de comunicação, com entidades de classe, com representantes da classe trabalhadora, para reposicionar o papel do Sindicato no cenário político sindical de Santa Catarina, sempre vinculado com as necessidades da base, em busca de avançar nos direitos.
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4- Quais as mudanças a serem propostas para o estatuto da entidade?

Rubens Lunge – Destaco duas linhas das mudanças a serem feitas: a adequação ao novo Código Civil brasileiro, assim como a categoria deve debater a participação dos trabalhadores jornalistas desempregados, e a relação do Sindicato com os colegas que são pessoas jurídicas ou empresários.

Valmor Fritsche – O Estatuto precisa de adequações ao novo código civil e às mudanças na realidade do próprio país e na vida profissional dos jornalistas. Nossa proposta é fazer uma reforma estatutária democrática, amplamente debatida com a categoria. Enquanto direção, claro que defenderemos ideias e propostas, e uma delas é o fim do terceiro mandato.
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5- Como o Sindicato deve atuar junto aos estudantes de jornalismo?

Rubens Lunge – Estudante de jornalismo é o futuro jornalista. É sob essa ótica que o Sindicato deve olhar para a Universidade e, com os cursos, buscar a preparação dos colegas para o que eles irão enfrentar, chamando-os para fortalecer a categoria, e assim fortalecer a luta dos jornalistas que mais precisam do Sindicato durante a relação de trabalho e emprego.

Valmor Fritsche – O Sindicato deve atuar na raiz, a exemplo do que faz a FENAJ, se relacionando com as universidades e buscando construir um currículo que dialogue com as necessidades da profissão, buscando a formação profissional que inclua uma visão crítica da realidade, as questões éticas e filosóficas, para além das questões técnicas. Vamos também voltar a discutir as propostas de estágios dentro dos critérios da FENAJ e das deliberações da categoria nos Congressos Nacionais dos Jornalistas, que asseguram a supervisão. Além disso, nossa chapa propõe a pré-sindicalização de estudantes e um diálogo mais direto com Centros Acadêmicos e organizações estudantis da área.
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6- Em quais lutas gerais, dos movimentos sociais, o Sindicato dos Jornalistas deve atuar com urgência?

Rubens Lunge – A Coordenação dos Movimentos Sociais, organização em que o Sindicato participa em Florianópolis, junto com o Movimento Unificado contra as Privatizações são os espaços em que estamos atuando e nos quais devemos permanecer. O Sindicato dos Jornalistas é importante em diversas frentes, da mobilidade urbana aos direitos humanos, das questões do uso do solo aos atingidos por barragens, passando pelas ações contra o oligopólio da comunicação. Na medida do possível, a categoria é representada pela Direção da entidade sindical nesses movimentos e debates.

Valmor Fritsche – As lutas travadas pela CUT e pelas demais centrais pela redução da jornada do trabalho e o fim do fator previdenciário são fundamentais. Outra luta essencial para a sociedade brasileira, e na qual o Sindicato deve estar à frente, é a luta pela democratização da comunicação em SC, assim como a FENAJ o faz em âmbito nacional. Também os movimentos sociais têm disputado um projeto de desenvolvimento para o país, que incluí profundas reformas no estado brasileiro, que é um tema que requer a opinião dos jornalistas catarinenses também. A partir do momento que a Chapa 2 assumir o Sindicato iremos dialogar com o conjunto dos movimentos sociais para a construção de lutas comuns.
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7- Que papel deve cumprir a Fenaj diante das atuais relações de trabalho?

Rubens Lunge – A Fenaj deve ter, no nosso entendimento, um olhar classista. Portanto, deve ser uma entidade sindical, de intervenção junto às instituições governamentais, a exemplo do Ministério do Trabalho e Emprego. Sob esse aspecto, deve ser uma entidade de organização dos trabalhadores jornalistas na busca de avanço de seus direitos na relação de trabalho.

Valmor Fritsche – A FENAJ deve cumprir seu papel de ouvir os sindicatos e encaminhar as lutas comuns dos jornalistas brasileiros. Uma das suas principais lutas é pela aprovação da PEC do Diploma, para retomar a regulamentação da profissão. Além disso, negociar em âmbito nacional a permanente qualificação profissional da categoria e de atuar em políticas públicas pela democratização da comunicação. É papel da FENAJ liderar um vigoroso movimento contra a precarização do trabalho e por um piso nacional da categoria. Mas para o sucesso dessas lutas é fundamental a participação ativa de todos os sindicatos, o que infelizmente não vem acontecendo nos últimos anos com o SJSC, que optou pelo isolamento do movimento nacional, inclusive dos demais sindicatos do Sul do País.

Matéria publicada às 21h30 de 23/08/2011. Corrigida e modificada às 18h20 de 24/08/2011. Fotos:divulgação

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