InícioOPINIÃOA prova do monopólio da comunicação

A prova do monopólio da comunicação

Sabemos que o Diário Catarinense é o jornal de maior circulação do Estado de Santa Catarina, assim como a Zero Hora o é do Rio Grande do Sul. A RBS sabe fazer o caminho do sucesso de leitura e de audiência, predicado conhecido dos jornalistas dos dois estados mais ao Sul do Brasil. Há anos está em pauta a batalha pela proibição do monopólio da mídia nas Unidades da Federação. Esperamos atentamente uma reação à altura do Congresso Nacional contra a imposição desta empresa.

Sabe por que senhores deputados, senhores senadores, senhores promotores e senhor ministro da comunicação este monopólio é quase escravocrata? Porque dominando ambos os mercados, a empresa institui preços, salários, monopoliza a informação passada à população e agora inventa exigências de contratação. Quem vai contra ela? Os jornalistas, que estão sujeitos, como profissionais, às suas garras em vários contextos?

A novidade é submeter os candidatos às novas “posições” (agora as vagas são chamadas assim não sei o porquê) a provas e várias entrevistas para ser contratado. Não, não é brincadeira. O Diário Catarinense vai mais longe do que a Folha de São Paulo, que pede curso de espanhol e de inglês para o candidato à vaga de obituarista! Em três provas diferentes com pelo menos 50 questões, o candidato precisa passar com nota mínima na prova de português para que então se validem as provas de conhecimentos gerais e de inglês. SE passar o obstáculo, o candidato poderá ir para AS entrevistas com editores, gestores e paradigmas da redação. E todo o processo será abençoado e finalizado pelo pessoal da RBS de Porto Alegre, um verdadeiro mimo! Bom, preciso admitir que há dúvidas se os “concursados” depois de aprovados se efetivam em seus cargos e conseguem se desviar das listas dos passaralhos que ocorrem todo ano antes das convenções coletivas que dos Sindicatos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Talvez isto! Não sei. Mas sei que o novo contratado tem direito às oito horas contratuais de trabalho (as antigas sete horas passaram para oito, pois é necessário uma hora de descanso!) Estão vendo senhores, eles nem pensam em respeitar o horário de cinco horas para os jornalistas, que é lei! Mas eles pagam cerca de R$ 2.500, pela jornada trabalhada, com a inclusão das duas horas contratuais, mais vales (supermercado, cerca de R$ 50,00, outro de algo em torno de R$ 300,00). Bom, e tem Unimed, coisa que o outro jornal da Capital catarinense nem pensa em garantir a seus funcionários, embora dê a todos os servidores de sua tevê!

Então, o concurso RBS é assim: de qualquer forma o jornalista fica mal, ou não passa, ou é escravizado! E que tal qual a novela recentemente exibida nos canais da RBS, se nada mais for feito, que nos Salve Jorge…

Autor:João De AngelisJornalista sem-concurso

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