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Pedido de direito de Resposta

A Jornalista Valci Zucoloto encaminhou pedido de direito de resposta por tere su nome citado em documento do sindicato. Segue:

DIREITO DE RESPOSTA

ESCLARECIMENTOS DE VALCI ZUCULOTO,
DIRETORA DE EDUCAÇÃO DA FENAJ, INTEGRANTE DA COORDENAÇÃO NACIONAL DA CAMPANHA EM DEFESA DO DIPLOMA E CANDIDATA DA CHAPA 1 “VIRAR O JOGO! EM DEFESA DO JORNALISMO E DOS JORNALISTAS”

Quando da publicação no site do SJSC e distribuição a todo seu mailing da matéria sobre o Seminário/Círculo da Palavra de 10 abril , intitulada “Seminário sobre filiação de não diplomados revela divergências de concepção da luta sindical – Representantes da FENAJ e da oposição debateram assunto”, já havia elaborado um pedido de direito de resposta. Isto por ter detectado falhas e equívocos no seu conteúdo e no formato de sua edição, além observar que estava incompleta, não espelhando o mais próximo e claramente possível a discussão e as próprias posições dos participantes. Falhas, equívocos, incorreções e omissões que tornaram a matéria falaciosa em relação ao que realmente foi debatido e certamente propiciaram interpretações incorretas.

Porém, não cheguei a solicitar o direito de resposta justamente para não confundir com aquele momento de formação de chapas para as próximas eleições da FENAJ. Eu tive esta preocupação. Já esta diretoria não expressou o mesmo comportamento, tanto que, na matéria citada, o próprio título já remete ao debate eleitoral como também a convocação do Seminário, que identificou um dos debatedores como de corrente de oposição à FENAJ.

Agora, como esta diretoria, contraditoriamente com o comportamento de então, distribui uma agressiva e novamente falaciosa manifestação, mais uma vez publicada no site da entidade e distribuída em sua lista de e-mails, intitulada “Críticas à direção do SJSC aparecem em meio à campanha
para eleição da Fenaj” e com menção pejorativa a meu nome, decidi reivindicar o direito de resposta para ambas matérias. E solicitar que esta minha mensagem seja publicada na íntegra e nos mesmos espaços, mantida no site e enviada a todo mailing, da mesma forma que as matérias às quais estou respondendo.

Sobre a manifestação/matéria intitulada “Críticas à direção do SJSC aparecem em meio à campanha para eleição da Fenaj”:

1- expresso, em primeiro lugar, indignação com a vinculação feita pela direção do SJSC do “Manifesto em defesa da democracia no movimento sindical dos jornalistas”, do qual sou uma das signatárias, com o processo eleitoral para a Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ. Em momento algum o processo eleitoral foi citado no referido Manifesto, por nós encaminhado com responsabilidade e respeito às diferentes posições dentro do movimento sindical catarinense;

2- repudio a desqualificação desta direção do SJSC ao legítimo
direito de liberdade de expressão dos signatários do “Manifesto em defesa da
democracia no movimento sindical dos jornalistas”, subestimando a inteligência de colegas que merecem respeito, colocando entre aspas
afirmação que não consta no referido documento e, ainda, não percebendo o
sentido de debate construtivo e educativo do mesmo;

3 – expresso, ainda, decepção pelo ataque desleal à direção da FENAJ, paradoxal, já que o atual presidente do SJSC também é diretor da Federação, e lembro que a função de mobilizar as bases cabe principalmente aos Sindicatos de Jornalistas, sob orientação das instâncias nacionais de deliberação da categoria;

4- sustento que não há qualquer “inverdade” ou “meia verdade” no “Manifesto em defesa da democracia no movimento sindical dos jornalistas”, mas, sim, uma tentativa da direção do SJSC de escamotear equívoco cometido, pois, se
suspendeu o processo de filiação de pessoas não diplomadas, não comunicou
amplamente à categoria;

5- esclareço, também, que não há qualquer paradoxo entre as posições que expressei no “Seminário/Circulo da Palavra”, realizado em abril, e o conteúdo do “Manifesto em defesa da democracia no movimento sindical dos jornalistas”, visto que, embora no referido evento tenha havido sugestões de suspender a filiação de não diplomadas e discutir a questão em instância mais ampla do que a direção da entidade, a diretoria do SJSC só
veio a tornar pública a suspensão de tal processo e convocação de assembléias gerais regionais – onde também a questão da filiação foi colocada
em pauta – um mês após tal Seminário. E curiosamente, ao modo de uma reação antecipada, apenas um dia antes do “Manifesto em defesa da democracia no movimento sindical dos jornalistas” ser publicizado;

6 – lamento que a direção do SJSC tenha exposto no twitter a mensagem “Assembléia em Florianópolis foi desmobilizada por conta de picuinhas eleitorais”. Mais uma vez tentou escamotear problemas de desmobilização que precisam urgentemente ser enfrentados com autocrítica e responsabilidade por direções sindicais. A assembléia foi convocada de afogadilho, de um dia para o outro. E no meu caso, a mensagem do SJSC convocando para a assembléia de 12 de maio em Florianópolis só chegou no meu e-mail no dia seguinte, 13 de maio, evidenciando que foi enviada às pressas, de última hora.

7 – rejeito as mal intencionadas insinuações feitas pela direção do SJSC,
bem como a caracterização do “Manifesto em defesa da democracia no
movimento sindical dos jornalistas” como um ataque, quando – faço questão de repetir – o documento é uma livre manifestação de um grupo de jornalistas, no seu direito de expressão e debate de suas posições e aspirações em relação à sua entidade sindical;

8 – desejo que a direção do SJSC seja sensível à reivindicação exposta no “Manifesto em defesa da democracia no movimento sindical dos jornalistas” e efetivamente ” promova um espaço amplo, democrático e transparente de
debates com a categoria, inclusive na perspectiva de definição, em instância
deliberativa superior convocada com bastante antecedência e permitindo a
circulação de teses – assembléia geral ou Congresso Estadual -, das posições
a serem defendidas pelos representantes de Santa Catarina no 34º Congresso
Nacional dos Jornalistas”.

Sobre a matéria intitulada “Seminário sobre filiação de não diplomados revela divergências de concepção da luta sindical – Representantes da FENAJ e da oposição debateram assunto”, esclareço, por pontos gerais, as principais falhas e lacunas que percebi:

1. a primeira delas é a edição da matéria com um “olhão/lidão” seguido de resumo debatedor por debatedor, com seleção de trechos não textuais. Desta forma, parece que ali estão declarações textuais. E não foram reproduzidas textualmente, não pelo menos no conjunto. Enfim, na busca de resumir por meio de algumas frases textuais e outras não, por seleção de partes das falas, observei que, pelo menos no meu caso, às vezes a posição não se completa, não é expressa claramente. E isto pode levar o leitor a não dispor de todos os elementos para entender. Ou, o que é pior, propiciar outras ou tendenciosas interpretações;

2. outro problema causado por este tipo de edição é que para conseguir resumir as falas, foram trocadas palavras ou mesmo “enxugadas” frases que, dentro da síntese, acabam tendo outro sentido. Por vezes acabam inclusive dando um tom inadequado e até ofensivo às palavras ou aos termos. Um dos exemplos é a frase, a mim atribuída, “nesse momento, filiar essa gente vai fragilizar.” Não foi esta expressão – “ essa gente” – que usei. Desta forma, ela soa ofensiva. Tive, em todo o debate, o máximo cuidado em me referir aos até há pouco registrados como “jornalistas precários”;

3. mais um exemplo de problema deste tipo de edição: quando coloquei a questão de registros mais antigos de não diplomados, que aceitamos e incorporamos, os dos provisionados, os dos específicos por função, os dos sem diploma em jornalismo definitivos porque emitidos antes de março de 79 (inclusive com exemplos de nomes, Formiga como provisionado e Nilson Lage e Beth Costa como definitivos), acho que expliquei bem e me parece que fui entendida pelos que lá estavam. Mas na edição, no resumo, a posição/explicação ficou confusa, incompleta e ainda contém erro, dizendo “depois” de 79; não são textuais e foram resumidas com outro sentido as seguintes frases a mim atribuídas: “estas pessoas não são jornalistas
e não precisamos ser nós a defendê-las. Sempre tivemos irregulares na profissão e a gente sempre fez a defesa dos seus direitos.” Não disse exatamente isso. O trecho ficou confuso e pode levar a interpretações errôneas e equivocadas. O que falei foi que os que não são jornalistas, mas estão ocupando funções de jornalistas, sempre foram defendidos pelos Sindicatos para acesso aos direitos e conquistas da categoria. Falei que sempre tivemos irregulares em vagas de profissionais e os defendemos em dissídios e outras campanhas e nunca precisaram ser sindicalizados para isso;

4. a edição da ordem das falas/intervenções, do debate propriamente dito também pode gerar confusões, leituras incompletas e até falaciosas. Não foi seguida a mesma ordem da discussão do Seminário. Falas do final foram colocadas no início e não remetem às imediatas e exatas respostas e diálogos entre os participantes. Um exemplo contundente e bastante esclarecedor das falhas deste tipo de edição foi quando respondi e dialoguei com o vice-presidente Josemar Sehnem sobre a decisão do Conselho de Representantes, que é uma instância acima da diretoria da FENAJ, formada por representações dos 31 Sindicatos a ela filiados e que não podem ser de diretores da Federação; quando informei que praticamente todos estavam presentes na reunião em Brasília, que a maioria tomou a decisão de não filiar e discutir amplamente com as bases até o Congresso Nacional e apenas oito se colocaram contrários. Porque esta informação dada por mim, importante para se entender o que está acontecendo no movimento sindical nacional dos jornalistas em relação ao tema, não foi colocada na matéria?

5. outros exemplos da edição confusa e incompleta: não foi colocada justamente a minha reclamação de que ali estavam tentando antecipar o debate eleitoral e já batendo na atual direção da FENAJ que ainda estava montando sua chapa; também foram omitidas as últimas falas do representante da oposição, Caio Teixeira, e a minha, quando ele, equivocadamente, atribuiu à diretoria da FENAJ protelar para o Congresso uma decisão sobre a filiação ou não dos não diplomados para, naquele fórum, tentar impor posições tiradas por “iluminados” em gabinetes, e eu, em resposta, voltei a esclarecer, entre outras informações, que: a) a definição foi do Conselho de Representantes, que não é formado por diretores da Federação e sim por diretores dos Sindicatos de todo o país, b) que o objetivo do Conselho foi justamente promover o mais amplo debate com a categoria em todo o Brasil, c) que quem realmente se comportou como “iluminada” foi a diretoria do SJSC que tomou sua decisão em reunião com apenas alguns diretores sem consultar os jornalistas catarinenses.

Enfim, estes são apenas alguns dos vários exemplos de que ambas as matérias contêm falhas, equívocos, omissões, falácias que não condizem com o Jornalismo plural, democrático, responsável e exercido com ética que é defendido pelo movimento sindical dos jornalistas brasileiros, sob a liderança da FENAJ, da qual me orgulho muito de ser diretora e como tal busco trabalhar para atender às expectativas da categoria em relação às posições, práticas e ações de sua entidade nacional.

Saudações sindicais,
Valci Zuculoto
Florianópolis, 18 de maio de 2010.

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