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Congresso Nacional de Jornalistas começa e com muita polêmica

O Congresso dos Jornalistas que começou nesta quarta-feira em Porto Alegre está em alta temperatura. A abertura foi um pouco prejudicada por conta do jogo do Inter, que disputava a final da libertadores. Assim, o debate planejado com os deputados que acompanham a PEC do diploma não aconteceu.

No primeiro dia de discussão, o tema foi a conjuntura e os problemas da profissão. Também faltaram palestrantes e o debate ficou bastante prejudicado. Na parte da tarde aconteceram as primeiras discussões sobre as teses e, por conta de temas pouco polêmicos tudo foi tranquilo.

O clima esquentou quando ao final do dia, o presidente Sérgio Murilo, informou a plenária sobre a liminar da justiça que pede a entrega de material da eleição da Fenaj em cinco estado da federação, onde a Chapa 2 tem dúvidas sobre o processo.

Esta informação criou um clima bastante quente, considerando que a maioria dos delegados está ligada ao grupo que ganhou as eleições. Em alguns momentos, o clima pesou tanto que algumas pessoas quase chegaram a agressão física. Foi um momento triste.

O grupo que representa a oposição na Fenaj explicou que encaminhou pedido de recontagem em cinco estados, e que este foi negado pela Comissão Eleitoral. “O direito da dúvida, previsto no regimento, não foi respeitado”, alegou Pedro Pomar. Daí a necessidade de se garantir ese direito pela via da justiça. Segundo ele, ninguém está querendo fazer terceiro turno das eleições, apenas se quer exercer o direito, garantido pelo regimento da Fenaj, de questionar o resultado em alguns estados.

Ficou bastante claro que a nova direção, eleita em julho, não consegue trabalhar com a divergência, com o pensamento diferente. Vários dirigentes se manifestaram com agressões pessoais, baixando o nível da política.

De qualquer forma, estes embates, excetuando os excessos, sempre são comuns nas lutas sindicais. Caminhar com a crítica, com a divergência e com a oposição é sempre um desafio, e que se vai aprendendo no processo. A Fenaj passou muitos anos sendo dirigida por um único grupo, sem oposição. Agora, a oposição existe e é preciso que os militantes aprendam a conviver com isso.

Nesta sexta-feira seguem os debates de teses. No primeiro dia de plenários foram aprovadas algumas lutas importantes como a defesa da Voz do Brasil, o fortalecimento do debate das questões raciais e de gênero dentro da Fenaj, a luta contra o terrorismo midiático e a ratificação do jornalismo como uma processo de construção social e não como mercadoria.

Autor: Elaine Tavares

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