InícioNOTÍCIASPatrões reapresentam aos jornalistas a proposta feita no final de 2013

Patrões reapresentam aos jornalistas a proposta feita no final de 2013

jornalista-vale-mais-horizontalApós longo silêncio, os representantes dos patrões deram o ar de sua graça. Não para efetivar um acordo com o Sindicato dos Jornalistas de SC, mas sim para reapresentar uma proposta que pouco avança em relação ao que já foi colocado na mesa até agora. Conduzida de fato pelo Grupo RBS, a negociação permanece estagnada. O Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas de SC, que agora tem em sua presidência o diretor da RedeComSC, Ronaldo Roratto, de Chapecó, insiste em propostas que na prática rebaixam o poder aquisitivo dos jornalistas. Propõem piso salarial de R$ 1.714,56 (INPC) retroativo a maio de 2013 e R$ 1.740,28 (1,5% de ganho real) a partir de janeiro de 2014. “Propuseram ainda o pagamento das diferenças salariais somente na folha de março”, informa o presidente do SJSC, Valmor Fritsche.

PRESSÃO DA RBS

O Sindicato patronal recebeu a pauta de reivindicações dos jornalistas em abril de 2013. Após longo período de negociações, não respondeu ao conjunto da pauta e apenas orientou seus associados a reajustarem os salários dos jornalistas, retroativamente a maio de 2013, com o INPC do período (7,16%), elevando o piso salarial para R$ 1.714,56, mesmo sem acordo com os jornalistas, e propôs, posteriormente, um piso de R$ 1.728,00 a partir de maio.

Na negociação do dia 4 de dezembro passado a representação patronal modificou sua posição, apresentando um piso de R$ 1.740,28 a partir de janeiro. Os negociadores do SJSC formularam uma contraproposta econômica para acordo com o estabelecimento do piso em R$ 1.730,00 retroativo a maio de 2013 e de R$ 1.800,00 a partir de janeiro de 2014. Lamentavelmente, o sindicato das empresas levou mais de dois meses para retornar com a mesma proposta.

Fontes ligadas ao sindicato patronal e à própria empresa admitem que o acordo não saiu até agora porque a RBS, maior empregador do setor no Sul do Brasil, teria segurado ao máximo a negociação para não ameaçar as metas econômicas estabelecidas pelo grupo para o ano passado. “Está claro que não aceitam firmar um acordo minimamente favorável aos jornalistas”, protesta o presidente do SJSC.

Na próxima semana, o SJSC fará novo contato com os representantes dos patrões, na expectativa de obter uma proposta compatível com a merecida valorização profissional reivindicada pelos jornalistas.

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