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FENAJ propõe protocolo de condições de trabalho e segurança dos jornalistas

Representantes da FENAJ reivindicaram junto à Associação Brasileira de Emissoras de Radio e Televisão (Abert) e à Associação Nacional dos Jornalis (ANJ), nesta terça-feira (9/09) a criação de um Protocolo Nacional de Condições de Trabalho e Segurança para os Jornalistas. A necessidade de tal medida ficou evidenciada nas recentes manifestações ocorridas em várias estados, onde, segundo levantamento da FENAJ, mais de 60 profissionais foram agredidos. A entidade também solicitou audiência com o ministro da Justiça.

O levantamento que a FENAJ está fazendo já registra 67 casos de agressões contra jornalistas no exercício de suas funções. Destes, 61 casos ocorreram na cobertura das manifestações contra o aumento das passagens de transportes coletivos e por mais verbas para a educação e saúde. Foram identificadas, também, agressões a 2 profissionais durante as manifestações dos caminhoneiros e quatro na cobertura do “Caso Telexfree”, no Acre. Foram levantados, ainda, 13 casos de veículos de órgãos de imprensa danificados (queimados, com vidros quebrados ou lataria amassada) durante a cobertura de manifestações.

José Carlos Torves e o advogado Claudismar Zupirolli representaram a FENAJ nas reuniões com dirigentes da Abert e da ANJ. “Apresentamos para as duas entidades nossa proposta de Protocolo Nacional e também os convidamos para participarem da audiência que solicitamos com o ministro da Justiça”, conta Torves. As duas entidades empresariais comprometeram-se a se posicionar brevemente.

O protocolo proposto pela representação dos jornalistas é pautado em 4 eixos: contratação de jornalistas diplomados, piso salarial nacional, direitos autorais e segurança nas coberturas de risco. Tais propostas foram aprovadas no 35º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado no ano passado em Rio Branco (AC).

“As recentes agressões a jornalistas, tanto por manifestantes quanto pela polícia, dão um caráter de urgência ao protocolo específico de segurança”, avalia José Carlos Torves. “Das empresas queremos equipamentos, treinamento adequado aos profissionais para a cobertura de risco e comissões de redação para avaliar quais pautas necessitam de medidas de segurança”, explica o dirigente. “Do governo queremos apuração de responsabilidades, ações que assegurem a liberdade de imprensa e apoio a projetos como o de federalização dos crimes contra jornalistas e o de criação de um Observatório para monitoramento de casos e proposição de medidas de proteção aos profissionais”, completa.

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