segunda-feira, dezembro 5, 2022
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Eleições na Fenaj – Chapa 2

Vote Chapa 2 – Renovar a Fenaj para reconquistar direitos!

Mobilização por diploma e regulamentação precisa acompanhar luta diária dos jornalistas contra a precarização das condições de trabalho.

Os jornalistas brasileiros vivem um momento crítico, depois que o Supremo Tribunal Federal atendeu a um antigo sonho dos patrões e derrubou a obrigatoriedade de formação superior para o exercício da nossa profissão. Foi uma nova “paulada” nas costas dos jornalistas.

A perda do diploma é mais uma de muitas derrotas que temos sofrido nas últimas décadas: a perda da aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho; a extensão “informal” da jornada para 10 e até 12 horas diárias; a deterioração das condições de trabalho: assédio moral, precarização e fraude na relação trabalhista — os “frilas fixos”, as “cooperativas”, a “pejotização” e a farta utilização de “estagiários”.

A eleição para renovar a diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas, marcada para 27, 28 e 29 de julho, permitirá refletir sobre a atuação da entidade que é nossa representante máxima. Todo jornalista sindicalizado e em dia poderá votar.

Como reconquistar nossa identidade profissional, diante do fogo cerrado dos patrões, dispostos a nos desmobilizar e enfraquecer? Como aglutinar uma categoria tão fragmentada, dispersa por ambientes de trabalho tão díspares? E que papel cabe à Fenaj nas batalhas futuras?

Liderança

A Chapa 2, Luta,Fenaj!, pretende que a Fenaj retome seu papel de liderança do movimento dos jornalistas brasileiros. Para isso é preciso
mudar a direção da entidade, oxigená-la, pois, depois de diversas gestões consecutivas, o grupo dirigente atual vem incorrendo em práticas viciadas, que o afastaram dos sindicatos e da categoria.

Democratizar a Fenaj é parte do esforço para unificar nacionalmente os jornalistas. E, para tanto, é preciso substituir a atual direção, que vem colecionando derrotas graças às suas vacilações na hora de enfrentar os patrões do setor e ao seu autoritarismo.

Temos que ampliar a luta pela regulamentação profissional, de modo não só a reconquistar a obrigatoriedade da formação superior e a definição das funções jornalísticas e de outros atributos que constituem a regulamentação profissional, mas também avançar na garantia das condições adequadas para a produção de um jornalismo de qualidade.

Na campanha pela regulamentação, a principal tarefa imediata é a mobilização pela aprovação das PECs 33/09 e 386/09, que instituem novamente a exigência do diploma.

Nada de vacilação!

Os maiores interessados na derrubada do diploma e da regulamentação sempre foram (e continuam sendo) os donos dos grandes jornais diários e emissoras de rádio e TV. Esses patrões atuaram sem descanso para que fôssemos derrotados no STF.

Foi um recurso conjunto do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) e de um procurador federal, contra uma decisão de segunda instância favorável ao diploma, que provocou a fatídica manifestação do Supremo. Folha de S. Paulo, Rede Globo e Editora Abril comemoraram a decisão do STF. Querem destroçar nossa profissão para espoliar os jornalistas e manipular o noticiário!

Apesar dessas gritantes evidências, a atual gestão da Fenaj sempre poupou os patrões na disputa travada em torno do diploma. Os patrões foram até convidados à sentar-se à mesa do Congresso Nacional dos Jornalistas, em 2008, pois a cúpula da federação estava confiante nas “negociações de alto nível” relacionadas à participação do empresariado na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que se realizaria em 2009.

Isso não pode mais acontecer. E, ao mesmo tempo, a Fenaj precisa colocar-se na linha de frente da luta por maior qualidade dos cursos de jornalismo, exigindo do MEC fiscalização efetiva das instituições de ensino, corpo docente qualificado e laboratórios equipados.

Sindicalização já!

A importância da luta pelo diploma e pela regulamentação não pode nos fazer esquecer das outras frentes de luta da Fenaj. Nossas chances de vitória na disputa desigual contra o patronato e o STF estão diretamente relacionadas à “musculatura” adquirida pelos sindicatos que constituem a federação. Cabe à Fenaj organizar e liderar uma campanha nacional de filiação dos e das jornalistas aos seus sindicatos, para fortalecê-los.

Queremos uma entidade nacional combativa, solidária com os sindicatos e presente no cotidiano dos jornalistas. A Fenaj precisa, cada vez mais, liderar e consolidar a luta dos jornalistas e de seus sindicatos contra o aumento da jornada e o “banco de horas”, contra a deterioração das condições de trabalho, contra o assédio moral. Precisa empreender uma campanha nacional para aumentar e unificar o piso salarial do jornalista. Vale lembrar: somos jornalistas, somos trabalhadores!
Conosco, a Fenaj lutará também sem descanso pela democratização da mídia, elemento central para a consolidação da democracia no Brasil.

Na cabeça de chapa temos o jornalista da Adusp, Pedro Pomar, e em Santa Catarina contamos com duas valorosas jornalistas: Elaine Tavares, que atua no Instituto de Estudos Latino-Americanos/UFSC e Míriam Santini de Abreu, que atua no Sintrajusc. Ambas tem reconhecido trabalho junto aos Movimentos Sociais no Estado, atuando como editoras da revista de reportagens Pobres e Nojentas.

Para conhecer melhor as propostas da Chapa 2 visite: www.lutafenaj.com.br

Siga-nos no twitter – www.twitter.com/lutafenaj

Veja nosso jornal e conheça cada membro da chapa, no endereço:

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