Inicial / NOTAS / SJSC lamenta perda da jornalista Elaine Borges, exemplo de profissionalismo e ética

SJSC lamenta perda da jornalista Elaine Borges, exemplo de profissionalismo e ética

ELAINE 2O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina registra com pesar o falecimento de uma de suas primeiras filiadas, a jornalista Elaine Borges, ocorrido nesta quinta-feira pela manhã, em decorrência de problemas de saúde. O corpo está sendo velado na capela do Cemitério do Itacorubi até às 17 horas, quando seguirá para Balneário Camboriú, onde será cremado.

Profissional respeitada e querida pelos colegas, Elaine Borges estava atuando recentemente na Comissão da Verdade, Memória e Justiça dos Jornalistas de Santa Catarina.

Maria Elaine Alves Borges, natural de Rosário do Sul (RS), atuava como jornalista desde 1969, com passagens nos jornais A Notícia e O Globo, em Porto Alegre. Já em Florianópolis, em 1972 trabalhou numa das melhores equipes do Jornal de Santa Catarina. Foi correspondente do Jornal O Estado de São Paulo e repórter no extinto Jornal O Estado, onde participou do primeiro movimento grevista do jornalismo catarinense, que reivindicava melhores condições de trabalho. Apoiou ativamente o MOS (Movimento de Oposição Sindical), criado em 1982 e que a partir de 1987 imprimiu novos métodos e mais combatividade ao Sindicato da categoria.

Mais tarde, a jornalista foi editora de política do Diário Catarinense e, em 1991, se aposentou  como funcionária efetiva da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Em 1995, lançou o livro “Vozes da Lagoa” (em coautoria com Bebel Orofino e Suzete Sandin), um resgate das memórias dos primeiros habitantes da Lagoa da Conceição.

HOMENAGEM

Elaine deu entrevista ao site do SJSC, em 2013, em comemoração ao dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Neste dia ela disse que no começo de sua carreira sentiu bastante dificuldade pelo fato de ser mulher, mas logo a sua ousadia e enfrentamento diante de qualquer tipo de censura a fez conquistar respeito. “Em entrevistas e nas raras coletivas que aconteceram na época eu fazia perguntas diretas, agindo profissionalmente, o que muitas vezes incomodava; eu não cedia às pressões e cumpria a minha função de repórter”, contou.  “Pensava, simplesmente, que era uma profissional, jornalista, e estava cumprindo com a minha função”. E, como uma figura emblemática no Jornalismo catarinense, ela deixou uma mensagem para todas as mulheres jornalistas: “Queridas colegas, não se submetam às imposições patronais, exijam dignidade no trabalho, cumpram a ética na profissão, trabalhem sempre pensando na coletividade. Este é o nosso dever”.

 

Foto da capa: Cesar Valente/arquivo pessoal

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: