Na entrega do Prêmio Fiesc, SJSC realiza ato por valorização e aumento real para os jornalistas

Sindicato dos Jornalistas de SC realiza ato em frente à Fiesc durante entrega de prêmio para denunciar o quarto ano sem aumento real e a defasagem do piso da categoria no estado.

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O Sindicato dos Jornalistas realizou no final da tarde desta quinta-feira (22) uma manifestação em frente à Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, local que recebeu dirigentes dos veículos de comunicação e outros convidados na entrega do Prêmio Fiesc de Jornalismo. Faixas e cartazes chamaram a atenção também de milhares de motoristas que circulavam em direção ao Centro e à Lagoa da Conceição.

Movimento denunciou altos lucros das empresas e nenhum aumento aos jornalistas.

O objetivo foi denunciar que pelo quarto ano consecutivo os empresários da mídia catarinense não oferecem um único centavo além do simples reajuste da inflação, fazendo com que os jornalistas de Santa Catarina recebam um dos mais baixos pisos do país.

Faixas denunciavam que “O jornalista de SC precisa de um salário decente”, “Patrões: que tal pagar um salário digno aos jornalistas?”, e “Os donos da mídia lucram muito e pagam pouco aos jornalistas”. Cartazes, como “Jornalista merece respeito e valorização” também foram exibidos no local. Vários motoristas que passavam em frente à Fiesc buzinavam e faziam sinais de apoio à manifestação. Os dirigentes do Sindicato distribuíram, ainda, a todos os jornalistas que compareceram para receber a premiação e aos demais convidados, um folheto denunciando a atitude dos empresários da comunicação.

Manifestação foi em frente à Federação das Indústrias de SC.

Os jornalistas catarinenses recebem um piso de apenas R$ 3.399,54 no estado que os donos da mídia gostam de apresentar ao país como sendo um dos mais ricos e avançados. Só para comparar, em Alagoas o piso dos jornalistas é R$ 5.206,46.

Um estudo realizado pelo sindicato catarinense demonstrou que o piso local deveria ser de no mínimo R$ 5.170,00 para pagar aluguel, compras, transporte, água, luz, internet, saúde, roupas, higiene e outros itens básicos para uma vida digna. Afinal, jornalista não vive de manchete. Vive de salário.

As manifestações irão prosseguir para denunciar os empresários e as empresas de comunicação que se negam a conceder aumento real no piso salarial dos jornalistas.

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DECLARAÇÃO DA PRESIDENTA DO SINDICATO, JANINE ABREU:

 

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