Programação conta com Roda de Conversa sobre jornalistas mortos na ditadura
A tarde de 1º de Abril, próxima quarta-feira, será marcada pela luta por memória, verdade e justiça em Florianópolis. O Coletivo Catarinense pela Memória Verdade e Justiça Derlei de Luca, com apoio do Sindicato dos Jornalistas e de outras entidades dos movimentos sociais, sindical e mandatos de parlamentares do PT e do Psol, vai promover rodas de conversa, exposições e apresentações artísticas sobre lutas e resistências, das 14 às 18 horas, no Largo da Catedral. Ao final, está prevista uma breve caminhada no Centro da Capital.
Na programação, constam: roda de conversa com o artista Bruno Barbi e o rapper Negro Rui sobre o tema da arte e das lideranças populares negras de Florianópolis; com representante do Instituto Memória e Direitos Humanos da UFSC e, a convite do Sindicato dos Jornalistas, o jornalista Nelson Rolim de Moura vai falar sobre os jornalistas perseguidos e mortos pela ditadura militar e a coleção Ponto Final, da Editora Insular. Também haverá exposições sobre os povos indígenas no contexto da ditadura; a resistência palestina na faixa de Gaza; de fotografias de diferentes momentos de lutas na Capital.
O Coral do Vozes do SINTESPE fará sua apresentação às 18 horas.
A participação é aberta à comunidade.
Dia Estadual da Verdade
Em SC, o 1º de Abril é o Dia Estadual do Direito à Verdade e à Memória, pois foi nesse dia, em 1964, que foi oficializado o golpe civil- militar no país. A data entrou no calendário oficial em 2014, após a publicação do relatório da Comissão Estadual da Verdade, que contabilizou quase 700 prisões ilegais promovidas pelo Estado catarinense, além de outras violações de direitos humanos. Ao todo, foram assassinados sete catarinenses e até hoje três lutadores seguem desaparecidos. Entre os assassinados, o ex-prefeito de Balneário Camboriú, Higino Pio, e o desaparecimento do então deputado estadual Paulo Stuart 


