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Dirigentes do SJSC são impedidos de acessar redações. Categoria aprova a pauta de reivindicações

A tarde desta terça-feira, 26 de abril, foi expressão da indignação dos jornalistas de Santa Catarina com a falta de respeito e arrocho praticado pelos patrões. Dirigentes do Sindicato dos Jornalistas (SJSC) foram impedidos de ter acesso às redações dos Grupos NSC e ND para convocar a categoria à Assembleia Geral de aprovação da pauta da Campanha Salarial. Os jornalistas responderam, saindo para fora dos portões das duas empresas.

Barrar o livre acesso dos representantes da categoria às redações agride uma cláusula constante nas convenções coletivas dos jornalistas há décadas: “Fica assegurado o livre acesso dos dirigentes sindicais dos trabalhadores às empresas para desempenho de suas funções sindicais, mediante prévia autorização de seus diretores, editor-chefe ou pessoa por estes designada”.

No Grupo NSC, o primeiro argumento para rejeitar a solicitação do SJSC referente à assembleia foi de que “a empresa entende que a mesma deve ser realizada no sindicato profissional, pois não temos por prática a liberação para realização de qualquer assembleia nas nossas dependências”.

Supondo ter havido um mal entendido, dirigentes do SJSC reencaminharam a solicitação, informando que o pedido era para convocar a categoria à assembleia “fora de suas dependências”. E a segunda resposta evidenciou que não foi uma interpretação equivocada: “Entendemos que mesmo a convocação deva ocorrer de outra forma. Mantemos o entendimento da resposta enviada ao e-mail…”.

A convocação rolou, por boletim eletrônico, site, Facebook, WhatsApp… e a categoria veio para a rua e aprovou a pauta por unanimidade. Também no Grupo ND, jornalistas saíram para fora dos portões e contribuíram para a aprovação da pauta de reivindicações também por unanimidade. A participação só não foi maior porque vários jornalistas não estavam no local de trabalho e outros ainda estavam finalizando suas atividades.

Mas… no Grupo ND, o argumento para não permitir a entrada dos dirigentes sindicais para convocar os jornalistas foi de que a direção da empresa estava contrariada com a penalidade de advertência a um de seus colunistas, por publicações, com foto equivocada de um professor da UFSC, em um caso de pichação de um muro, praticado em 2021 por um professor aposentado de outra universidade.

Confundindo alhos com bugalhos – já que uma campanha salarial nada tem a ver com um caso de arrepio à ética, a direção do Grupo ND praticou retaliação e atropelou o fato de que a RESOLUÇÃO 01/2021, da Comissão de Ética dos Jornalistas de SC (que é independente do SJSC), baseou-se nos artigos 4º, 8º e 12º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. A Comissão agiu porque recebeu uma representação formal, ouviu as duas partes e pronunciou-se aplicando a penalidade.

Ainda amargando um arrocho salarial de 10,24% (INPC acumulado nas datas-bases de 2020 e 2021), pendente de decisão judicial em Dissídio Coletivo, a categoria sabe que, para abril deste, a previsão de inflação acumulada desde maio do ano passado é superior a 10%. O SJSC encaminhará a pauta para os sindicatos patronais e solicitará audiência de conciliação junto à Secretaria Regional do Trabalho e Emprego.

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