InícioAÇÃO SINDICALDesembargador dá  prazo para  sindicatos patronais buscarem acordo com jornalistas

Desembargador dá  prazo para  sindicatos patronais buscarem acordo com jornalistas

Jornalistas de Santa Catarina estão há dois anos sem reajuste; inflação do período foi de 10,24%, mas empresários se negam a negociar com trabalhadores

O desembargador Wanderley Godoy Junior, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina deu prazo de 10 dias para que os patrões busquem o entendimento  com jornalistas para o reajuste salarial da categoria. A orientação é para que trabalhadores e empregados cheguem a uma negociação amigável. Se não  houver acordo decisão  sobre o impasse ficará  nas mãos da Justiça: “A decisão judicial sempre vai desagradar uma das partes, por isso o ideal é que as partes busquem uma solução amigável”, declarou Godoy Junior durante audiência de conciliação do Dissídio da categoria, realizada virtualmente com a presenta do SJSC (Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina), Sindejor (Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de SC) e SERT (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de SC).

Os jornalistas de Santa Catarina estão há dois anos sem reajuste salarial, com um piso salarial de R$ 2.585,77. A categoria reivindica a reposição da inflação do período, que é de 10,24%, sem qualquer tipo de ganho real. Mas os donos de jornais são intransigentes em reconhecer os direitos dos profissionais que todos os dias levam informação à população catarinense. Trabalhadores que estão entre os profissionais mais impactados pela pandemia.

Logo após a audiência no TRT, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de SC, Fábio Bispo, procurou os representantes dos empresários, que mais uma vez se demonstraram inflexíveis:

“É uma vergonha a falta de reconhecimentos das empresas de comunicação com os jornalistas catarinenses. Muitos trabalhadores atualmente precisam exercer jornada dupla para conseguir cobrir os custos da inflação real, que muito mais do que estamos pedindo”, afirmou Bispo.

Percentual de reposição ficará nas mãos da Justiça

Jornalistas e donos de jornais realizaram oito encontros na Mesa de Negociação incluindo duas mediações, da Delegacia Regional do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT-SC). Nas duas oportunidades, os representantes dos órgãos oficiais alertaram os empresários sobre as perdas que a categoria já acumula.

O procurador do Trabalho Marcelo Dal Pont chegou a sugerir aos empregadores o parcelamento dos valores retroativos a serem reajustados, mas eles se recusaram.

Os empregadores dizem que os jornalistas não têm direito de cobrar os valores referentes ao período de 2019-2020, por não ter ocorrido mesa de negociação no período e apresentam como opção pagar apenas 50% do INPC de 2021, propondo 3,8%.

Durante audiência, o tesoureiro do SJSC, Aderbal Filho, reforçou o que havia sido debatido nos oito encontros anteriores, relembrando que as negociações de 2020 foram adiadas por causa da pandemia de Coronavírus, iniciada no período da data-base da categoria, o que impediu a realização assembleias e audiências com os órgãos oficiais.

Na época, o Sindicato das empresas de jornais e revistas de SC comunicou a não evolução das negociações e orientou a antecipação salarial de 2% sem efeitos retroativos. A NSC, por exemplo, antecipou 2% para jornalistas e administrativos e 3% para radialistas. A maioria dos jornais de SC não antecipou nada. Em síntese, preferiram arrochar os salários dos trabalhadores, além de surfarem unidos na redução de salários e jornadas”.

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