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Sindicato dos Jornalistas reabre diálogo com Sert

O Sindicato dos Jornalistas reabriu diálogo com o setor patronal que representa as empresas de rádio e televisão de Santa Catarina. Nesta quarta-feira (11/08), as partes se reuniram para debater os direitos dos jornalistas do setor. Não há a celebração de convenção coletiva entre o SJSC e o Sindicato das Empresas de Rádio e TV (SERT/SC) há vários anos.

Hoje a Convenção Coletiva dos jornalistas abrange todos os profissionais que trabalham nos jornais diários e revistas impressas, sendo aplicada também para os jornalistas de mídias eletrônicas dos grupos RBS e RIC-Record, além de constituir-se em referência para empresas que contratam assessores de imprensa.

Porém, sem a convenção com o SERT, profissionais de mais de 300 rádios e de emissoras importantes, como a Band e o SBT, ficam desprotegidos. Muitas vezes empresas do setor enquadram os jornalistas em funções de radialistas para burlar o piso e a jornada de trabalho de 5 horas.

Na reunião, que contou com as participações de representantes do SJSC, do SERT e da ACAERT, a presidente do sindicato patronal, Marise Westphal Hartke, registrou que, embora não assine a Convenção Coletiva, o SERT orienta as empresas filiadas a aplicarem o que for definido nos acordos entre o Sindicato dos Jornalistas e o das empresas de jornal e revista aos profissionais que exercem funções jornalísticas nas emissoras de rádio e TV. Contudo, o presidente do SJSC, Aderbal Filho, registrou que sem um acordo formalmente assinado, em muitas empresas persistem problemas como o enquadramento de repórteres cinematográficos como operadores de câmeras, além de registros irregulares nos contratos de trabalho de profissionais de jornalismo.

Embora tenham demonstrado disposição em dialogar, os representantes do SERT apontaram que a atual direção está em final de mandato e que a eleição da nova direção do Sindicato será em outubro deste ano. E acenaram com a perspectiva de amadurecer o diálogo, com vistas a um possível entendimento nas negociações de 2016.

Segundo o presidente do SJSC, Aderbal Filho, a retomada do diálogo foi importante, mas ainda não definitiva. “Vivemos uma situação atípica, onde algumas empresas de TV e Rádio, inclusive filiadas ao SERT, aplicam o que é definido nas negociações com o Sindicato dos jornais e revistas, e outras não”, disse. “Entendemos que nada justifica esta situação, e vamos buscar superar este problema o mais rápido possível”, completou.

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